O mais do mesmo nas Federações de Futebol da região sul do Brasil

Francisco Novelleto Neto é presidente da Federação Gaúcha de Futebol desde 2007. Empresário, dono de mais das 114 lojas da Rede Multisom espalhadas pelo Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Novelleto publicamente gosta de mostrar-se um dirigente de visão diferenciada. Nada disso é verdade. Em 2014 assumiu publicamente o desejo de comandar a CBF como alternativa ao “establishment”. Contudo, sua grande proposta era aumentar a mesada para os clubes pequenos do país. E sobre movimentos soltou a pérola: “Nos últimos meses de 2013 surgiram uns quatro movimentos envolvendo o futebol. CPI, Ministério Público, Bom Senso e políticos enchendo o saco querendo aparecer”.

O motivo para o recente sucesso dos times catarinenses em nada passa pela conduta de Delfim Peixoto Filho à frente da Federação Catarinense de Futebol. Deputado Estadual em plena ditadura (1971-1983), em 1985 é eleito presidente da FCF e, pasmem, ainda está no cargo. Portanto, o fato de em 2015 o Avaí, Figueirense, Chapecoense e Joinville estarem na Série A, além do Criciúma na Série B em nada tem a ver com uma boa administração de Peixoto, e sim com o próprio espírito de competitividade dos clubes e adoção de métodos competentes de administração.
Peixoto foi o centro do noticiário em diversas ocasiões nos últimos tempos. Sua luta pelo poder na CBF chegou a ser estupidamente comovente, entretanto, Del Nero conseguiu dobrá-lo com facilidade ao erguer o fantoche Coronel Nunes para ser o mandatário da entidade máxima do futebol brasileiro no papel, e apenas nele. Claro que a prática do nepotismo é adotada. Para ele empregar o filho com um belo salário, de forma a melhorar a renda familiar, por exemplo, não tem motivo para nenhuma crítica por parte da sociedade. Afinal, a federação é privada. Simples assim. Tem o bom e ético hábito de visitar comissões de arbitragens antes e até nos intervalos dos jogos.

Depois de longo reinado de Onaireves Moura (1985-2007) na Federação Paranaense, coube a Hélio Pereira Cury herdar trono da entidade. Ao ler a biografia do presidente no site oficial da Federação, surpreende o fato de um homem com tamanha extensão de feitos não estar na memória do povo brasileiro como um paladino da luta por um futebol melhor.
Em 2013, Cury concedeu entrevista dizendo: “Nós pegamos a Federação no final de 2007 com uma liminar, depois tivemos a eleição em abril de 2008, ganhamos e viemos administrando problemas de dívidas trabalhista, cíveis, tributárias e processos criminais. São mais de 200 processos e, no momento oportuno, vamos divulgar isso”. Interessante, não? No momento oportuno vamos divulgar? 5 anos como presidente não lhe deram um momento oportuno para ser transparente quanto a extensão dos processos judiciais da instituição, criminais, inclusive?
A lista de desmandos, como em todas as Federações é extensa, cruel, desabonadora, antidemocrática e temerária do ponto de vista administrativo.

A seguir: Continuaremos fazendo breve relatos sobre os presidentes das Federações estaduais.

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