ANÁLISE DE CONTAS DA CBF É VETADA POR FALTA DE TRANSPARÊNCIA

Fonte: Silvio Barsetti/Portal Terra

Uma liminar concedida pelo juiz Paulo Assed Estefan, no fim da tarde de domingo (6), proíbe a apreciação das contas da CBF, referentes a 2015, prevista para esta segunda, em assembleia na sede da entidade. A Justiça considerou que houve falta de transparência na conduta da CBF para a votação do balanço financeiro. A ação foi movida pelo presidente da federação de Santa Catarina, Delfim Peixoto, também vice da CBF. Ele se indispôs meses atrás com o grupo comandado pelo presidente licenciado, Marco Polo Del Nero, por defender punição severa para quem se beneficiou ilicitamente da confederação.

No edital de convocação da assembleia consta que todos os presidentes de federações estaduais teriam acesso aos comprovantes de receitas e despesas da CBF do ano passado. Mas não foi o que ocorreu. Por meio de procuração, Delfim tentou em vão saber detalhes desses documentos.

A recusa da CBF se deu durante a sexta-feira. Delfim queria analisar os dados para poder dar seu voto respaldado pelas informações da entidade. Por isso, nomeou um procurador de sua confiança, o advogado Levy Leonardo de Luna Monteiro, que esteve na sede da confederação na manhã daquele dia e nao pôde ver a documentação.

Ainda na sexta, à tarde, Levy voltou à CBF com um tabelião. Novamente, a diretoria da entidade se negou a atender o pedido. Neste domingo, o advogado Gerson Arraes, do escritório Costa Barros, levou o pedido de liminar ao juiz de plantão no Tribunal de Justiça do Rio, relatando a atitude da confederação. Em sua decisão, Paulo Assed critica a falta de transparência da CBF.

“Não soa razoável que se convoque os associados para apreciar e julgar determinado assunto e não se lhes dê oportunidade de conhecer a fundo as circunstâncias.” Mais adiante, ele diz que deferiu a liminar “atento ao princípio da transparência”.

A CBF lançou recentemente um comitê de reformas que teria como prioridade propagar a transparência de seus atos. Um conjunto de medidas com o objetivo de mostrar à Fifa que vive nova fase, tentando se desvincular de escândalos de corrupção. Só não esperava que tão rapidamente suas contas já estivessem sobre suspeição e fossem alvo de reprimendas da Justiça.

O dirigente catarinense era o primeiro na linha sucessória da CBF, pois era o vice mais idoso. Mas, numa manobra do grupo de Del Nero, houve uma eleição relâmpago na entidade em dezembro para a efetivação do coronel Antônio Nunes como novo vice da Região Sudeste, embora o escolhido seja presidente da federação de futebol do Pará. Nunes é mais velho que Delfim e assumiria a CBF em caso de afastamento definitivo de Del Nero, indiciado pela Justiça dos EUA por crimes de corrupção.

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