FERJ NÃO EXIGE E FLU, VASCO E BOTA DEIXAM DE FAZER CONTROLE DE DOPING

Fonte: Gabriela Moreira/ESPN

O futebol é a modalidade mais atrasada em controle de doping no País. Às vésperas da Olimpíada no Brasil ainda há federações, como a Ferj, do Rio, que não exigem o controle em campeonatos organizados por ela. No Carioca deste ano, entre os grandes, somente o Flamengo tem feito os testes em seus jogos.

Fluminense, Botafogo e Vasco optaram por não fazer a checagem. Ano passado, o tricolor ainda fazia. Em seus jogos, o rubro-negro paga pelo teste em seus jogadores e nos jogadores adversários. Um gasto que varia entre R$ 5 mil a R$ 6,5 mil por jogo.

Uma modalidade competitiva como o futebol não pode estar deste tipo de controle, afirma o secretário-nacional da Associação Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), Marco Aurélio Klein.

“Não acho saudável. Achamos que precisa ter e terá?”, disse Klein.

Segundo ele, há conversas com a CBF para regularizar todo o controle de dopagem em âmbito nacional ainda este ano. Além da exigência para todos os campeonatos, haverá mudança nos procedimentos.
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“Muitas vezes se improvisa lugares, sobretudo no futebol. Estamos criando padrões mínimos de necessidade, conforto, privacidade. É um momento importante na vida do atleta. É tenso, um momento que precisa ter privacidade e deve obedecer a regras”, afirma Klein.

Uma checagem teste foi feita na Copa Futebol Júnior nos últimos dois anos. Nesta edição, todos os atletas que atuaram na fase mata-a-mata foram testados. Foram feitos cerca de 60 controles e todos deram negativo. Foi a primeira vez, em 40 anos, que a competição contou com anti-doping.

Coleta surpresa

A ideia da ABCD é que os jogadores de futebol sejam testados também em momentos fora da competição. Que sejam pegos de surpresa, durante os treinamentos.

“Precisa ter o controle inteligente. Hoje no mundo, busca-se qualidade no teste. Testes em competição e fora de competição que praticamente não existiam no Brasil, a partir do ano passado passou a ter”

Nos Estados Unidos, segundo o secretário 80% dos testes feitos são fora de competição. No Brasil, este tipo de coleta ainda representa 43%.

“São testes surpresa, sem marcação, nem aviso que temos feito em diversas modalidades”, disse.

Cursos na Ferj

A falta de teste no campeonato Carioca poderia ser resolvida olhando para dentro de casa. É nas instalações da Federação, no Rio, que a ABCD está formando os técnicos que vão atuar no controle nos a Olimpíada.

“São oficiais de controle, oficiais de coleta. Já temos 80 profissionais certificados”

Questionada, a Federação do Rio limitou-se a informar que em seus campeonatos o controle é facultativo.

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