Movimento Futebol Limpo repudia indicações de Jovair Arantes para a Apfut e pede a manutenção do quadro atual

A Autoridade Pública de Governança do Futebol é o órgão fiscalizador do Profut, criado para que as determinações deste último sejam mantidas de forma vigorosa. Em 19 de janeiro deste ano foram publicadas no Diário Oficial, através do decreto 8.642, as disposições sobre as nomeações e o funcionamento geral do Apfut. A Autoridade não gera despesas à União e é integrada por representantes do governo, dos clubes, jogadores, treinadores, árbitros, assim como atores de entidades que militam pelo progresso do futebol brasileiro, como o Bom Senso Futebol Clube.

Ou seja, o Apfut não é apenas um mecanismo de fiscalização das regras impostas aos clubes e entidades que aceitaram o Profut como forma de saneamento de suas contas e conseqüente melhora da governança como também um fórum de diálogo.

Com a suspensão da presidente Dilma Rousseff, o interino Michel Temer compôs um novo gabinete ministerial. Leonardo Picciani foi escolhido como Ministro do Esporte e há uma apreensão em relação aos quadros atuais da Autoridade Pública de Governança do Futebol. O citado decreto afirma que os três representantes do Poder Público são indicados pelo Ministério da Fazenda, Ministério do Trabalho e Previdência Social e Ministério do Esporte.

Notícias começam a surgir na imprensa sobre a troca do atual quadro, composto por Ricardo Gomyde (Ministério do Esporte), Sóstenes Marchezine Santos (Ministério da Fazenda), Manoel Messias Melo (Ministério da Previdência) e o presidente da entidade, César Carrijo (advogado da União).

Ainda por fontes não-oficiais, repudiamos possível nomeação de um novo presidente da Apfut, indicado pelo Deputado Federal Jovair Arantes (PTB / GO), que ficou conhecido no país apenas recentemente, quando foi relator do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Arantes é suspeito de participar de esquemas com o chefe do jogo do bicho em Goiás, Carlinhos Cachoeira. No que tange o presente interesse deste texto, o mais grave é o parlamentar ser apontado como líder da “bancada da bola” – grupo político que defende os interesses de clubes e entidades do futebol alheias ao processo de modernização que a sociedade clama. Portanto, é um completo contra senso o Deputado Jovair Arantes ser o responsável por nomeações no Apfut. E um péssimo começo para o Ministro Leonardo Picciani.

Dito tudo isso, afirmando nosso compromisso com a luta por um futebol limpo, o MFL propõe a manutenção dos quadros atuais ou, se não for possível, que a troca seja feita por questões de ordem técnica, visando o contínuo progresso do futebol brasileiro que teve na aprovação do Profut, dentro do âmbito legislativo, sua pedra fundamental e marco de conquista social.

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O Governador Pezão não sabe usar o Google?

O Governador Pezão parece não usar o Google.

Claro que ele tem computador, usa a Internet, tem até conta no Twitter, o perfil é @FLPezao.

Mas com todo respeito, Senhor Governador, há fortes indícios de que Vossa Excelência não sabe pesquisar no maior mecanismo de busca da Internet!

Senão vejamos, acabei de abrir o site do Google aqui e digitei as seguintes palavras:

“BWA + JUSTIÇA”

E olha só que surpresa!

América entra com representação no MP contra a BWA

Mas ao ler que o América Mineiro entrou na justiça por conta de alterações no Horto o Governador pode pensar: “Ah, isso é uma besteirinha!”.

Ok. Realmente é algo que pode ser contornado com um aperto de mão e uma pequena reparação financeira.

Também achamos uma notícia bem interessante:

Central irá à Justiça por seus direitos na negociação de Moacir

E o que tem a BWA a ver com isso? Bem é um caso complicado. Em linhas gerais, o Sport Recife vendeu o Moacir para o Corinthians. 15% dos direitos do jogador pertenciam ao Central que declara que deveria receber R$ 375 mil. Onde a BWA entra?

O Central reconhece que em sua conta bancária foram R$ 100.250,00 pela empresa BWA, mas afirma desconhecer a finalidade deste montante. “Não temos nenhum vínculo com essa BWA. Essa empresa não nos procurou. Não sabemos o motivo deste dinheiro ter parado em nossa conta. Estamos entrando com uma queixa-crime contra essa empresa no Ministério Público porque ela está usando o nome do Central de forma indevida. Até porque o Central, quando vendeu Moacir para o Sport, foi 40% para o Sport e 45% para o União São João, de São Paulo. Não tinha nada com a BWA”, declarou o vice jurídico do Central.

Estranhíssimo, não acha Governador? Esse submundo do futebol, hein!

Mas vamos seguir?

Escândalo na CBF: Outra vez BWA é alvo de graves denúncias

Governador, acho que agora o bicho pegou. CBF, escândalo, denúncias e BWA na mesma frase!

“O novo escândalo do futebol brasileiro, revelado num vídeo postado na internet, coloca em cheque várias pessoas que estariam envolvidas num amplo esquema amparado pela direção da CBF – Confederação Brasileira de Futebol. O atacante Romário, agora deputado federal pelo Rio de Janeiro, reforçou as denúncias num discurso antes do almoço na Câmara dos Deputados, em Brasília. A empresa BWA está, de novo, na mira da Justiça.”

“E o esquema denunciado neste momento para gerar receita rápida seria de uma possível ‘Máfia dos Ingressos’. Esta seria proporcionada pela empresa BWA, alvo de denúncias em outras ocasiões, inclusive pelo programa Fantástico, da Rede Globo.

Num jogo em São Paulo, por exemplo, envolvendo a presença de um clube grande no Interior, geraria a “venda extra” de perto de três mil ingressos falsos, que seriam encaminhados nas mãos do cambistas, num esquema muito bem elaborado e de fazer inveja as poderosas máfias italianas.

Num jogo, por exemplo, entre Ponte e Santos, a venda destes ingressos poderia gerar uma receita em dinheiro vivo de R$ 300 mil reais. Ou seja, um retorno rápido, bastando apenas gerar numa gráfica os ingressos falsos.”

O que me diz, Senhor Governador? Vamos colocar a BWA mesmo para gerir nosso amado Maracanã?

Lembra daquele ditado, quem com porcos se mistura farelo come?

Não acha melhor fazer o certo, ou seja, vir à publico e anunciar que um outro edital está sendo estudado e que os clubes, dessa vez, terão o direito de entrar na disputa?

Seja correto. Faça o que os seus eleitores querem que o Vossa Excelência faça. É ano de eleição, @LFPezao.

 

PS: Também pesquisamos “BWA + Investigação” e “BWA + Denúncia”. Acho que o Senhor deveria ver o que o Google nos retornou.

 

Comunicado do Movimento Futebol Limpo sobre o Maracanã

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Todos que amam o Futebol estão tristes com a situação em que se encontra o Maracanã. Em toda a sua grandiosa história, nunca o maior estádio do Brasil viveu uma época tão dura.

Quando foi fechado em 2010, a promessa do Governador Cabral era de modernização, segurança e adequação aos padrões FIFA. Uma outra promessa foi feita, esta encheu de esperança os torcedores. Cabral prometeu que os clubes, se assim desejarem, teriam a oportunidade de administrarem o Maracanã.

À medida que as obras avançavam, assistimos uma descaracterização completa de um bem público, tombado pelo IPHAN. Aos poucos fomos apresentados a um estádio completamente novo, com anel único de arquibancada, redução das dimensões do campo e uma nova e cara cobertura. Tudo em nome da Copa do Mundo e seu caderno de convenções.

Custo total: 1,4 bilhão de reais.

Em maio de 2013 o estádio estava praticamente pronto. A empresa IMX, do empresário Eike Batista fez um estudo de viabilidade econômica para a sua privatização e o edital de licitação para concessionárias interessadas foi publicado. Os clubes foram proibidos de participar.

Dois consórcios foram formados e entraram na disputa. O vencedor era liderado pela empreiteira Odebrecht, a mesma que liderou o consórcio de obras do Maracanã. A IMX também tinha participação.

O edital previa a demolição do Célio de Barros, do Parque Aquático Júlio Delamare, da Escola Municipal Friedenreich e do casarão do antigo Museu do Índio. Tudo isso ia virar Estacionamento e Shopping Center sob a tutela do Consórcio Maracanã SA.

A sociedade civil protestou. O governo recuou e impediu essas modificações no Complexo. O Consórcio não lutou contra. A Odebrecht era a maior parceira para as obras em todo o Estado do Rio de Janeiro. Um prejuízo com o Maracanã seria recompensado por lucros espalhados em outros canteiros de obras.

Numa sinuca, Flamengo e Fluminense fizeram contratos ruins com os novos administradores. A maior parte das rendas iriam para o Consórcio. Lucro apenas com casa cheia e nem sempre se lota um estádio gigantesco como o Maracanã, especialmente no futebol brasileiro, com todos os problemas que ele enfrenta e aos quais não poderíamos dar foco neste neste presente texto.

Desde a inauguração o Maracanã é um elefante branco maquiado para o circo.

Em junho de 2015, Marcelo Odebrecht foi preso pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Antes, Eike Batista tinha ido à falência e vendido sua parte para a própria Odebrecht. Apenas a empresa AEG, multinacional especialista em operação de estádios, se mantinha com a pequena parcela restante. 95% do consórcio afundou com a condenação por 19 anos do presidente Marcelo. Em janeiro de 2016 quase todos os empregados do Consórcio Maracanã AS foram demitidos.

O estádio atualmente vive como casa de festas. A próxima abertura dos portões será para o show da banda Coldplay. Futebol apenas nas Olimpíadas do Rio em agosto.

O modus operandi do Governador Pezão é idêntico ao do seu antecessor e padrinho político. Com a bomba nas mãos, Pezão prometeu nova licitação depois da entrega do COI. E de novo parece que os clubes estão sendo alijados.

Pois nos últimos dias veio à tona a notícia de que o Governo Estadual articula para que a BWA compre a parte da Odebrecht no negócio.

O que faz o Senhor Governador Pezão achar que a BWA, empresa cuja rápida pesquisa na internet levanta assombro, seja melhor do que os clubes de futebol?

Odebrecht, BWA, IMX, entre outras empresas que aparecem e desaparecem. O que elas tanto contribuíram para o futebol brasileiro para ganharem tamanho merecimento? Por que, Governador, a BWA pode administrar o nosso Maracanã?

O Maracanã foi construído com dinheiro do povo carioca, reformado por três vezes com o dinheiro do povo carioca. Qual o motivo, Senhor Governador Pezão, para que a BWA ganhe de bandeja o direito de ser a dona do Maracanã?

Espero que Vossa Excelência responda estas questões de forma clara.

Também vamos pressionar todos os vereadores e deputados do seu partido, o PMDB, e da sua base governista.

O Movimento Futebol Limpo entende que um novo edital de licitação deve ser publicado. E que os clubes possam exercer os seus direitos de parte interessada.

As Mesadas da CBF

Por que o Movimento Futebol Limpo pede o fim das Federações Estaduais de Futebol? Por que o próprio Zico pediu o fim dessas federações no último dia 03/03?

ijijij

Vamos tentar mostrar com números o mal que essas federações fazem ao nosso futebol.

Primeiramente, vamos fazer uma introdução mostrando como é o modelo de “negócios” da CBF com suas federações regionais. Existem 27 Federações Estaduais, e cada time é ligado a uma dessas Federações. Assim o time que joga pela Federação do Amapá, por exemplo, deve disputar o campeonato Amapaense e estar sujeito as disposições, normas e regulamentos da Federação Amapaense de Futebol.

Para manter esse modelo de forma satisfatória, isto é, com o único intuito de se manter no poder pelo máximo de tempo, a CBF faz um repasse para cada uma dessas Federações. Em 2010 esse repasse era de 20 mil reais mensais, em 2012 passou pra 30 mil, em 2014 foi para 50 mil reais mensais. No final de 2015, como forma de pressão para votar a favor do Coronel Nunes para novo presidente da CBF, esta aumentou o repasse para as Federações Estaduais para 75 mil reais mensais. A essa “mesada” a CBF chama de Repasse Fixo. Além dessa verba mensal, as federações estaduais ainda podem pedir um repasse extra em caso de alguma obra ou projeto emergencial, o que eles chamam de Repasse Variável. E ainda em 2014, o ex presidente da entidade, e hoje preso, José Maria Marin, criou um “mimo” especial para os presidentes de Federação, como pode ser visto nesse link:

http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/bastidores-fc/post/cbf-confirma-mesada-para-presidentes-das-federacoes-estaduais.html

Exatamente. Além de tudo isso, ainda recebem 20 salarios mínimos para os presidentes gastarem como quiserem. Sem necessidade de comprovação.

Analisando a última DRE da CBF disponível no site, do ano de 2014, percebemos que o total desses repasses chegou a mais de 31 milhões de reais!!! Como podemos ver nas notas explicativas numero 16 do link abaixo:

http://cdn.cbf.com.br/content/201504/20150420222539_0.pdf

O Movimento Futebol Limpo defendemos que a CBF utilize o dinheiro que tem – mais de 500 milhões de reais por ano – com investimentos no futebol. Tanto nas categorias de Base quanto no futebol profissionais. A CBF poderia utilizar esse dinheiro também para criar centros de treinamento por todo o país como fez a Federação Alemã, para unificar o estilo de jogo e o futebol jogado por todo o Brasil, gerando assim empregos e dando sonhos para crianças carentes de norte a sul do país de forma igual.

Nós imaginamos que este seja o real intuito da entidade máxima do futebol de qualquer país. Então resolvemos analisar números de algumas Federações estaduais para ver se este objetivo está sendo alcançado, ou seja, será que o dinheiro repassado para as federações está sendo investido plenamente no futebol? Será que este repasse vai nos possibilitar, no futuro, grandes safras de bons jogadores como tínhamos no passado?

Abaixo está o link do balanço financeiro da Federação Matogrossense de Futebol, escolhida por acaso:

http://cdn.cbf.com.br/content/201508/20150805181734_0.pdf

Vemos logo na primeira página que ela recebeu 837 mil reais anuais e arrecadou no total pouco mais de 1,6 milhão de reais. No entanto, suas despesas administrativas chegaram ao total de R$ 859.000,00. Isto é, mais de 50% do dinheiro que entra nesta Federação é gasto com despesas administrativas.

Vamos pegar outro exemplo, que tal a Federação Paraense de Futebol, na qual o Coronel Nunes era presidente até o final do ano passado, antes de ser eleito presidente da CBF:

http://cdn.cbf.com.br/content/201504/20150429163540_0.pdf

Do total arrecadado de quase 2 milhões de reais, apenas R$ 691000,00 foi gasto com custos de campeonatos. Os outros 1,3 milhão de reais foram gastos com despesas de pessoal, administrativas, financeiras ou patrimoniais. Isto nos mostra que, do total, apenas 35% dos recursos foi gasto no core business da Federação, que deveriam ser os clubes e os campeonatos.

A partir dessa análise percebemos que as Federações não conseguem mais realizar o seu principal objetivo: difundir o futebol no seu estado, tentando fazer o melhor para os clubes afiliados.

A Conclusão que o Movimento Futebol Limpo chegou e, que agora divide com todos vocês, é que esse modelo já está esgotado. Ele só existe para perpetuar o poder. As Federações Estaduais, conforme demonstramos, gastam a maior parte dos repasses com despesas burocráticas e de administração e tem como principais objetivos:

  • Manter-se no poder pelo maior tempo possível;
  • Tentar manter o modelo e o presidente da CBF pelo maior tempo possível;
  • Tolher tentativas de clubes que tentem se rebelar.

 

Quaisquer dúvidas ou novos esclarecimentos entre em contato nos comentários do Blog Movimento Futebol Limpo, na nossa Fanpage, pelo Twitter ou mesmo por Email.
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FERJ NÃO EXIGE E FLU, VASCO E BOTA DEIXAM DE FAZER CONTROLE DE DOPING

Fonte: Gabriela Moreira/ESPN

O futebol é a modalidade mais atrasada em controle de doping no País. Às vésperas da Olimpíada no Brasil ainda há federações, como a Ferj, do Rio, que não exigem o controle em campeonatos organizados por ela. No Carioca deste ano, entre os grandes, somente o Flamengo tem feito os testes em seus jogos.

Fluminense, Botafogo e Vasco optaram por não fazer a checagem. Ano passado, o tricolor ainda fazia. Em seus jogos, o rubro-negro paga pelo teste em seus jogadores e nos jogadores adversários. Um gasto que varia entre R$ 5 mil a R$ 6,5 mil por jogo.

Uma modalidade competitiva como o futebol não pode estar deste tipo de controle, afirma o secretário-nacional da Associação Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), Marco Aurélio Klein.

“Não acho saudável. Achamos que precisa ter e terá?”, disse Klein.

Segundo ele, há conversas com a CBF para regularizar todo o controle de dopagem em âmbito nacional ainda este ano. Além da exigência para todos os campeonatos, haverá mudança nos procedimentos.
Saiba Mais

Volante Nilton, do Internacional, foi pego no exame antidoping

CBF foi alertada que Inter pode ter outros casos de doping

“Muitas vezes se improvisa lugares, sobretudo no futebol. Estamos criando padrões mínimos de necessidade, conforto, privacidade. É um momento importante na vida do atleta. É tenso, um momento que precisa ter privacidade e deve obedecer a regras”, afirma Klein.

Uma checagem teste foi feita na Copa Futebol Júnior nos últimos dois anos. Nesta edição, todos os atletas que atuaram na fase mata-a-mata foram testados. Foram feitos cerca de 60 controles e todos deram negativo. Foi a primeira vez, em 40 anos, que a competição contou com anti-doping.

Coleta surpresa

A ideia da ABCD é que os jogadores de futebol sejam testados também em momentos fora da competição. Que sejam pegos de surpresa, durante os treinamentos.

“Precisa ter o controle inteligente. Hoje no mundo, busca-se qualidade no teste. Testes em competição e fora de competição que praticamente não existiam no Brasil, a partir do ano passado passou a ter”

Nos Estados Unidos, segundo o secretário 80% dos testes feitos são fora de competição. No Brasil, este tipo de coleta ainda representa 43%.

“São testes surpresa, sem marcação, nem aviso que temos feito em diversas modalidades”, disse.

Cursos na Ferj

A falta de teste no campeonato Carioca poderia ser resolvida olhando para dentro de casa. É nas instalações da Federação, no Rio, que a ABCD está formando os técnicos que vão atuar no controle nos a Olimpíada.

“São oficiais de controle, oficiais de coleta. Já temos 80 profissionais certificados”

Questionada, a Federação do Rio limitou-se a informar que em seus campeonatos o controle é facultativo.

ANÁLISE DE CONTAS DA CBF É VETADA POR FALTA DE TRANSPARÊNCIA

Fonte: Silvio Barsetti/Portal Terra

Uma liminar concedida pelo juiz Paulo Assed Estefan, no fim da tarde de domingo (6), proíbe a apreciação das contas da CBF, referentes a 2015, prevista para esta segunda, em assembleia na sede da entidade. A Justiça considerou que houve falta de transparência na conduta da CBF para a votação do balanço financeiro. A ação foi movida pelo presidente da federação de Santa Catarina, Delfim Peixoto, também vice da CBF. Ele se indispôs meses atrás com o grupo comandado pelo presidente licenciado, Marco Polo Del Nero, por defender punição severa para quem se beneficiou ilicitamente da confederação.

No edital de convocação da assembleia consta que todos os presidentes de federações estaduais teriam acesso aos comprovantes de receitas e despesas da CBF do ano passado. Mas não foi o que ocorreu. Por meio de procuração, Delfim tentou em vão saber detalhes desses documentos.

A recusa da CBF se deu durante a sexta-feira. Delfim queria analisar os dados para poder dar seu voto respaldado pelas informações da entidade. Por isso, nomeou um procurador de sua confiança, o advogado Levy Leonardo de Luna Monteiro, que esteve na sede da confederação na manhã daquele dia e nao pôde ver a documentação.

Ainda na sexta, à tarde, Levy voltou à CBF com um tabelião. Novamente, a diretoria da entidade se negou a atender o pedido. Neste domingo, o advogado Gerson Arraes, do escritório Costa Barros, levou o pedido de liminar ao juiz de plantão no Tribunal de Justiça do Rio, relatando a atitude da confederação. Em sua decisão, Paulo Assed critica a falta de transparência da CBF.

“Não soa razoável que se convoque os associados para apreciar e julgar determinado assunto e não se lhes dê oportunidade de conhecer a fundo as circunstâncias.” Mais adiante, ele diz que deferiu a liminar “atento ao princípio da transparência”.

A CBF lançou recentemente um comitê de reformas que teria como prioridade propagar a transparência de seus atos. Um conjunto de medidas com o objetivo de mostrar à Fifa que vive nova fase, tentando se desvincular de escândalos de corrupção. Só não esperava que tão rapidamente suas contas já estivessem sobre suspeição e fossem alvo de reprimendas da Justiça.

O dirigente catarinense era o primeiro na linha sucessória da CBF, pois era o vice mais idoso. Mas, numa manobra do grupo de Del Nero, houve uma eleição relâmpago na entidade em dezembro para a efetivação do coronel Antônio Nunes como novo vice da Região Sudeste, embora o escolhido seja presidente da federação de futebol do Pará. Nunes é mais velho que Delfim e assumiria a CBF em caso de afastamento definitivo de Del Nero, indiciado pela Justiça dos EUA por crimes de corrupção.

O mais do mesmo nas Federações de Futebol da região sul do Brasil

Francisco Novelleto Neto é presidente da Federação Gaúcha de Futebol desde 2007. Empresário, dono de mais das 114 lojas da Rede Multisom espalhadas pelo Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Novelleto publicamente gosta de mostrar-se um dirigente de visão diferenciada. Nada disso é verdade. Em 2014 assumiu publicamente o desejo de comandar a CBF como alternativa ao “establishment”. Contudo, sua grande proposta era aumentar a mesada para os clubes pequenos do país. E sobre movimentos soltou a pérola: “Nos últimos meses de 2013 surgiram uns quatro movimentos envolvendo o futebol. CPI, Ministério Público, Bom Senso e políticos enchendo o saco querendo aparecer”.

O motivo para o recente sucesso dos times catarinenses em nada passa pela conduta de Delfim Peixoto Filho à frente da Federação Catarinense de Futebol. Deputado Estadual em plena ditadura (1971-1983), em 1985 é eleito presidente da FCF e, pasmem, ainda está no cargo. Portanto, o fato de em 2015 o Avaí, Figueirense, Chapecoense e Joinville estarem na Série A, além do Criciúma na Série B em nada tem a ver com uma boa administração de Peixoto, e sim com o próprio espírito de competitividade dos clubes e adoção de métodos competentes de administração.
Peixoto foi o centro do noticiário em diversas ocasiões nos últimos tempos. Sua luta pelo poder na CBF chegou a ser estupidamente comovente, entretanto, Del Nero conseguiu dobrá-lo com facilidade ao erguer o fantoche Coronel Nunes para ser o mandatário da entidade máxima do futebol brasileiro no papel, e apenas nele. Claro que a prática do nepotismo é adotada. Para ele empregar o filho com um belo salário, de forma a melhorar a renda familiar, por exemplo, não tem motivo para nenhuma crítica por parte da sociedade. Afinal, a federação é privada. Simples assim. Tem o bom e ético hábito de visitar comissões de arbitragens antes e até nos intervalos dos jogos.

Depois de longo reinado de Onaireves Moura (1985-2007) na Federação Paranaense, coube a Hélio Pereira Cury herdar trono da entidade. Ao ler a biografia do presidente no site oficial da Federação, surpreende o fato de um homem com tamanha extensão de feitos não estar na memória do povo brasileiro como um paladino da luta por um futebol melhor.
Em 2013, Cury concedeu entrevista dizendo: “Nós pegamos a Federação no final de 2007 com uma liminar, depois tivemos a eleição em abril de 2008, ganhamos e viemos administrando problemas de dívidas trabalhista, cíveis, tributárias e processos criminais. São mais de 200 processos e, no momento oportuno, vamos divulgar isso”. Interessante, não? No momento oportuno vamos divulgar? 5 anos como presidente não lhe deram um momento oportuno para ser transparente quanto a extensão dos processos judiciais da instituição, criminais, inclusive?
A lista de desmandos, como em todas as Federações é extensa, cruel, desabonadora, antidemocrática e temerária do ponto de vista administrativo.

A seguir: Continuaremos fazendo breve relatos sobre os presidentes das Federações estaduais.

Comunicado

O Movimento Futebol Limpo se solidariza com todas as tentativas de criação de Ligas independentes. No Brasil, nesse momento, possuímos três: Copa Verde, Copa do Nordeste e Primeira Liga.
Embora a CBF tente cooptar esses movimentos, exigimos total liberdade para que os mesmos possam decidir as questões que lhes competem.
Esperamos que essas ações sejam o despertar de uma Nova Era no nosso Futebol.

Hoje, após reunião, a Primeira Liga publicou um documento com suas propostas de reforma da CBF. Estamos de acordo!
Todo protagonismo aos Clubes!

Confira o documento: http://www.primeiraligabr.com/vernoticia.aspx?n=21D1997CD747B9CC01D64DA02270725E

‪#‎juntospelaCopaVerde‬
‪#‎juntospelaCopadoNordeste‬
‪#‎juntospelaPrimeiraLiga‬

Manifesto ao torcedor brasileiro

O Futebol Brasileiro agoniza.
Cada um dos 7 gols da Alemanha foi construído ao longo de décadas de atraso. Sete vezes em que um país inteiro, talvez pela primeira vez e da maneira mais sofrida, deu-se conta de como a entidade máxima do nosso Futebol nos abandonou.

Diante disso, convocamos os apaixonados pelo esporte a se juntarem a nós pela imediata garantia de protagonismo dos Clubes nas decisões tomadas.

Com isso, dizemos:

• Chega de Federações Estaduais anacrônicas, muito bem servidas financeiramente e pessimamente preparadas tecnicamente.

• Chega da Confederação envolvida em escândalos, com um ex-presidente preso e outro afastado, com o atual demonstrando ser, na realidade, um completo neófito no assunto Futebol.

A função dessas entidades é apoiar os atores principais: os Clubes e seus atletas. De maneira alguma devem se sobrepor aos mesmos.

Exigimos que os Clubes possam decidir seu futuro junto apenas de quem lhes interessa: seus torcedores. Vamos juntos!

Todo protagonismo aos Clubes,
Movimento Futebol Limpo

 

Twitter: @futebol_limpo
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Email: futebol.limpo2016@gmail.com